quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Relações

Somos obsecados por organizar e especificar tudo e todos;
A primeira classificação é se somos homens ou mulheres;
Depois somos identificados por raça, profissão, opção sexual, e tantas outras coisas.

Se não bastasse toda essa burocracia humanistica ainda há rótulos no que sentimos por outros seres humanos;
Não basta gostar ou não gostar, tem q ser amigo, namorado, marido, noivo, e ainda tem os “descolados”
(e péssimos): namorido, ficante, peguete e por ai vai...

Há momentos que fico imaginando como é difícil fazer coisas corriqueiras hoje em dia para agradar alguém que se gosta,
Para dar qualquer tipo de presente deve-se ter um motivo protocolado e registrado em cartório e ainda seguido das perguntas mais indiscretas como:
“É sua amiga mesmo ?”
“Por que está fazendo isso pra ela ?”
“Já ta de olho né ?”

Se preocupar com outra pessoa é inviável,
Se é do mesmo sexo: “VIADO”
Se não é: “TA QUERENDO”
Se é criança: “PEDÓFILO”
Se é mais velha: “GOLPE DO BAÚ”

Tudo isso só me faz refletir que o mundo está muito mais organizado, mais informatizado, mais educado e menos humano.
Sempre gostamos muito de animais, a historia comprova isso, só que hoje gostamos mais de animais pois eles não nos classificam, especificam ou identicam.
Qualquer coisa no mundo de hoje é FRAQUEZA; Pedir desculpas, Comprar flores, Dizer bom dia antes,  Admitir um erro, Até mesmo sentir Afeição é ruim.
Estamos cada vez MENOS SOZINHOS, online 24 horas, podendo conversar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, só que cada um em sua casa, quarto, celular.
Nada que escrevi é uma novidade, muito menos um furo de reportagem que faça sair correndo e gritando como se estivesse descoberto a verdade da vida,

Mas sinto falta de abraços desconhecidos, jogar papo fora no portão, e principalmente de não precisar classificar, especificar ou identificar as pessoas que eu amo, gosto ou conheço.